A vida é um cinema, vezes ação outras comédias e romances, suspenses e até mesmo terrores. São vidas que se fingem de filmes, é o cinema da vida.
Bom mesmo é viver vários filmes e aprender, conhecer e apreciar bons enredos, belas fotografias, roteiros inteligentes e direções criativas.
Nem sempre somos personagens, mas os filmes mais intensos são aqueles que participamos. O problema é que certas pessoas buscam apenas papéis principais. E papéis principais no meio de 7 bilhões de concorrentes são dádivas. Como ser o protagonista do próprio filme em meio a tanto elenco?
Uma vez me falaram que a verdadeira diferença entre hoje e os anos 70 é que antigamente todo relógio era Rolex e todo fusca era Ferrari assim como toda pessoa era um indivíduo com ideias e sentimentos.
A identidade foi se tornando cada vez mais pequena, não somos aquilo que devíamos ser, somos números e categorias. Sempre gostei de exatas, mas os humanos não são e não devem ser exatos. Essa exatidão tira toda a graça da obra. vivemos como robôs da nossa ideologia furada e medíocre. Não existem mais pessoas diferentes, são todos parte de alguma categorização quase que biológica. Várias raças dentro da espécie. É deste agrupamento que tenho medo. Se existe um grupo de pessoas que são consideradas iguais, não existem protagonistas. E você pode viver fazendo papéis secundários, mas vai dizer que não quer estrelar um filme épico? Um que tenha aventura, comédia, romance, suspense, e um final clássico e emocionante! Não interessa se alguém verá o filme, se ele vai vender muitos ingressos ou se vai ter Oscars, mas o que interessa sim é protagonizar a própria vida. Este filme é algo para se lembrar e ser lembrado, nem que apenas por você mesmo. Ou aprender a ser assim como Stan Lee....
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