domingo, 12 de abril de 2015

Brilho e calor

O brilho deveria iluminar e guiar
O calor deveria esquentar e empolgar
Mas no fim, o brilho cega
e o fogo queima.

Primeiro vislumbrei o brilho,
meus olhos estavam ofuscados
Quando dei conta de mim,
Sozinho,estava, num deserto vazio
Não havia nada, e o brilho me cegara
E que falta o brilho faz,
Mesmo com todo mal inerente ao seu ofuscamento
Desejo tudo de novo, mesmo que por um momento

O brilho escondeu-se de mim,
Enquanto procurava, encontrei algo diferente
Vi fogo e aprendi a fazer fogo,
E como quis o fogo
Fiquei quente e descobri conforto
Mas se o brilho ofusca,
que o fogo faz?
Incinera.

Se eu queira algo normal?
DEUS ME LIVRE DE SER NORMAL
Antes cego, agora queimado.
Quero que o brilho me tire a visão
e que o fogo faça de mim, pura brasa
até que das cinzas,
reste nada mais que o charme.

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