quinta-feira, 27 de março de 2014

Flores (com espinhos)

Receba as flores que lhe dou
E enfia-as no cu filha da puta.

Watch out

Hey, cuidado! Quando sair pra pescar tente não ser a isca do próprio peixe.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Resultados de uma pericia

Perícia pós-mortem
Nome: Deus Jeova Acasus Desconhecido
Idade: cerca de 200 mil anos
Sexo: Indefinido
Origem: Dele mesmo
RG: 666
CPF: 666

Histórico Patológico

Sofreu de distúrbios de dupla personalidade após a morte de Jesus Cristo, seu filho.
Sofreu de depressão profunda desde a trágica perda e resolveu não mais trabalhar por causa de um agravamento em sua condição e acabou contraindo a síndrome do pânico, não aparecendo para mais ninguém.


Histórico criminal

(infinito)

Resultado da perícia

Deus deixou de viver como Deus quando seu filho morreu e liberou todos os humanos de seus pecados (pecados estes, que foram criados pela própria vitima), pois desistiu de suas criações/aberrações. Os humanos ficaram desapontados com o descaso do pai e o mataram. Nós que fomos "salvos" por ele, o matamos para viver em conforto e tranquilidade, sem pecados. Esta equipe de pericia decide que a culpa é de.... quem mesmo?

quarta-feira, 12 de março de 2014

A autoridade

Você não tem identidade... você é sensacional(ista)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Salada de palavras

"Medusa dos olhos teus

Meus outros "eus" voam sob meu telhado
Sou quem não era para ser
A ideia e o caminho trilhado:
Opostos temporais que minha vida habitam

Sigo errado, desesperado e desfeito
Pergunto se o final é como o meio
Meio completo no caminho inteiro
Vivendo na inocência do maldito ócio

Se a saída favorável à morte do desespero é nele afundar-me
Cá estou, de peito aberto no fundo de tudo
Mesmo que o êxito não seja o pretendido
Calmo, sereno, eterno
Fútil, vago, vazio
Caótico, vil, destruidor
Seja o que for, assim espero

A alma fraca que espera o tempo
Tempo que não passa
Alma que não completa
Fraco que não demanda
Dançamos a vida bêbados
Os olhos são meros códigos
Sensações são as maiores dúvidas

Estes nossos queridos delírios que amamos
Fantasmas que assombram o presente,
às custas de um passado maltratado
Nostalgia de ser tudo que nunca fomos
Mera ilusão, doce engano

Qual é a minha pira: pensei
ter-te por inteira: desconsiderei
Viver sempre quase completo: não me interessa
perder minha própria alma: estudo a recompensa

Porque mesmo com todo mal possível
quando de ti, a mim, vier,
Nada quero, senão goles grotescos
Embriaga-me, acompanha-me, engana-me
Mas, entretido, mantenha-me

Não quero guerra, nem anseio a paz
Espero tua prodigiosa beleza com máscaras ao chão
Para bem ou mal, apenas verdadeira

Os sentimentos que coram
Os lábios que libertam
os olhos que petrificam
MEDUSA dos olhos teus
Quero a nocividade que cura o tédio."