terça-feira, 16 de julho de 2013

Dom doente

Dom era um cara estranho, sempre bastante confuso. Sempre que perguntava-lhe como ia: respondia que não sabia nem como, nem por onde ia. É... Dom estava perdido. Por qual motivo, todos sabiam.
Dom era uma pessoa que acreditava em coisas como alma gêmea, era um sonhador nato. A tragédia da vida de Dom foi resultado de uma confusão feita pelas pessoas que passaram na vida deste pobre ser. Existem formas de se relacionar com uma pessoa: você pode deseja-la, ou deseja-la por perto, ou ainda deseja-la como parte da sua vida. Cada forma citada é extremamente diferente da outra. Confuso isso... exatamente como o Dom. Amor, saudade, paixão. Não confunda! A falta de um gera o consumo do outro que é curado pela efemeridade do último, mas não são a mesma coisa! O Dom está perdido por aí. Cansou-se de amar; saudades não lhe interessam; paixões são destrutivas. Dom agora busca sua destruição, perde sua alma cada pouco, pois divide parte de sua vida com cada paixão. É senhores(as) esse Dom está morrendo, e ninguém sabe a cura para sua doença. A doença de dom? Solidão. Afinal, pra que serve Dom se não para se compartilhar?

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