terça-feira, 29 de janeiro de 2013

humanos

Não sei qual o maior defeito da humanidade
Medo de mudar
Preguiça de ser

E agora?


talvez seja nada
talvez seja tudo
talvez não oq espero
Talvez surpreenda

Cansei do "se"
Vivo o tentar
misturo erros
crio surpresas

Não tenho expectativas
Não quero tristezas
Supero limites
porque tento

Como uma onda
Não quero dominar
Só quero surfar
e rasgar qndo der

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Daquilo que falo


Só falo o que nao sei
Como posso falar que sei
só consigo falar palavras
Palavras são só palavras
elas não existem!
Como posso saber?
se não existe
Sugiro, exprimo e hipotetizo
mas daquilo que me fora dado
nada sei
exceto oque sinto.

Morte a nós, deus


a cor que teus olhos não veem, quero pintar
Buscar o que tu não sabes e desejas
Enxergar o que esta pairando no ar
Ser ou não ser aquele que te cortejas

Olhos fulgazes direcionam desespero
Boca sempre bemvinda que desfaz a alma
Vida que instiga ao erro derradeiro
Prato de comida que orgulho incita

Sigo errado, desfeito, desesperado
Meio completo pelo caminho inteiro
Buscando aquilo que não és verdadeiro

Tu: tudo, todas, e meu resto não mortal
Eu: assim mesmo: tudo, ninguém e nada
Nós: Deus morto: carrega tudo menos vida

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Marcha da paciência

Agonia constante
Anseios de morte
nessa vida insossa
Péssima arte a nossa.

face cansada, rosto que expressa nada
felicidade extraviada, tristeza escondida

tu achas que mascaras?
Eu, somente eu, posso ve-la
ver-te-ei como duas caras
Uma para o mundo e outra eu e ela

Afagas logo este sentimento de solidão
Meu ser anseia essa tua decisão
Quando tomares o caminho deste sentimento
Lembra-te, estarei sempre atento

Mas não quero guerra nem confusão
Espero tua beleza prodígia com máscaras ao chão
Para bem ou mal, apenas verdadeira
enquanto isso, eu, na mais vil paciência.

Vida ou morte?
Amor ou ilusão?

Cofee shop

Sou nada,
Não quero ser nada
Não posso deixar de ser nada
À parte isso todos os sonhos do mundo, em mim, desfalecem na agonia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Perda ou equilíbrio, seja o que for


Alma fraca pede tempo
Tempo que não passa
Alma que não completa
Fraco que não demanda

Mas como pode?
Eu que não sou
Eu que tento ser
Eu que quero tentar

Por favor, algo novo logo
pois não espero mais nada
Fraqueza e paciência não são qualidades

As virtudes me fogem
Afago vitórias em agonia
Meu ser vai embora

nada em mim, controlo agora
Sou somente um brinquedo efêmero
É na tua mão que meu ser mora
Seus olhos libertam meu desespero
Minha consciência perde a razão
nos teus lábios minha alma congela
Aos prantos recebo essa emoção
Que com pá e pó teu ser cinzela


Qual é a minha pira: pensei
ter-te por inteira: desisti
ficar meio completo: não me interessa
perder minha alma: estudo a recompensa

Se o final for como o meio?
Meio completo no caminho inteiro
Vazio em finalidade e cheio de tédio
Vivendo a inocência do maldito ócio.