sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Capitulo 2 - A razão

A vida ensina tanto, que mudei a frase de Sócrates. Hoje afirmo com absoluta certeza que só sei que cada vez menos sei. Como um escritor que busca palavras para descrever e fazer sentir, eu tentei buscar uma descrição do que é minha vida e o que eu fiz dela. Pensei: Que seria a vida senão o passado, presente e futuro de alguém? Descobri que glorifico e contemplo o potencial do meu passado; a beleza e a espontaneidade da minha rebeldia de antes; sinto a nostalgia das relações das pessoas que cruzaram meu caminho, as amizades, verdadeiras ou não; os amores que nunca soube se tive; ataca-me também o remorso das oportunidades que escaparam pelos dedos e as ameaças que desprezei, mas ainda assim glorifico meu passado. Detesto meu presente, assombrado pelos meus erros, e vivo nos milhares futuros que nunca são por não durarem nessa cabeça de falso potencial. A vida é, para mim, sem outra definição: estranha, e cada vez mais.
Por fim qual grande diferença faria existir e viver? Você quer R$10.000,00 para viver algum tempo em qualquer merda de lugar no mundo e assim achar que existe? Te dou a corda da forca, cadeira e teto para que possas sonhar pela eternidade, pois este seria meu único remédio.

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