Primeiro temos tantos recursos e nada em que aplicá-los, logo começamos a ver coisas e espontaneamente as enxergamos como convicções. Essas coisas perdem o valor real e se tornam ilusões vívidas da mente. Dessas convicções, ou meras consequências de uma ilusão psicótica, surgem os desejos que vão além do instinto ou da verdadeira necessidade. Eis que surge então o mais crasso erro humano: Transformar desejos em necessidades por causa da convicção. Talvez esse ciclo seja uma necessidade humana mesmo. O problema é que com tantas convicções que adquirimos e admitimos, a certeza se perdeu no caminho, e os desejos que foram promovidos a necessidades tornaram-se infinitos na mesma proporção que nossos recursos foram dissipados.
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