Eis alguém sem sorte
Vive aos poucos se extinguindo
Idéias são vagas como infinito
Seu consolo é a morte
A vida fica sem graça
O único objeto de sobrevivência
É o que sente,
O amor
O instinto abusivo da própria vaidade
Palavras não importam
Sentidos não lhe dizem, perturbam
Uma luta perdida contra o tempo
Como se a única coisa que lhe faria feliz fosse o próprio desfecho
O tempo do desfecho
Segue passos de bêbado
É engraçado
Temos medo do enredo
O que você segura de certezas
Seus medos e suas fraquezas
Diga-me, o que você segura de certezas
O medo do fim
Ou do que a por vir
Nenhum comentário:
Postar um comentário