sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Capitulo 2 - A razão

A vida ensina tanto, que mudei a frase de Sócrates. Hoje afirmo com absoluta certeza que só sei que cada vez menos sei. Como um escritor que busca palavras para descrever e fazer sentir, eu tentei buscar uma descrição do que é minha vida e o que eu fiz dela. Pensei: Que seria a vida senão o passado, presente e futuro de alguém? Descobri que glorifico e contemplo o potencial do meu passado; a beleza e a espontaneidade da minha rebeldia de antes; sinto a nostalgia das relações das pessoas que cruzaram meu caminho, as amizades, verdadeiras ou não; os amores que nunca soube se tive; ataca-me também o remorso das oportunidades que escaparam pelos dedos e as ameaças que desprezei, mas ainda assim glorifico meu passado. Detesto meu presente, assombrado pelos meus erros, e vivo nos milhares futuros que nunca são por não durarem nessa cabeça de falso potencial. A vida é, para mim, sem outra definição: estranha, e cada vez mais.
Por fim qual grande diferença faria existir e viver? Você quer R$10.000,00 para viver algum tempo em qualquer merda de lugar no mundo e assim achar que existe? Te dou a corda da forca, cadeira e teto para que possas sonhar pela eternidade, pois este seria meu único remédio.

domingo, 4 de setembro de 2011

O método

Primeiro vem a atração,
forte e instintiva
talvez a única etapa real
Logo segue a criação dos motivos
providos de natureza reflexiva e ilusória,
até que por terceiros
ou por conveniência
surge a predominância da vaidade e orgulho
que chamamos de amor
força das almas gemeas, fogo que arde e não se ve, ferida aberta, projeto de vida, dominância do mais forte, jogo de desencontros, maldição...

Hominis hominis liber

O homen já nasce lobo e bom, mas não faz parte do bem, nem do mal. è transformado diante da influência alheia. E ainda assim não faz parte do bem, nem do mal.

domingo, 28 de agosto de 2011

Ciclo do orgulho e da infinitude dos desejos

Primeiro temos tantos recursos e nada em que aplicá-los, logo começamos a ver coisas e espontaneamente as enxergamos como convicções. Essas coisas perdem o valor real e se tornam ilusões vívidas da mente. Dessas convicções, ou meras consequências de uma ilusão psicótica, surgem os desejos que vão além do instinto ou da verdadeira necessidade. Eis que surge então o mais crasso erro humano: Transformar desejos em necessidades por causa da convicção. Talvez esse ciclo seja uma necessidade humana mesmo. O problema é que com tantas convicções que adquirimos e admitimos, a certeza se perdeu no caminho, e os desejos que foram promovidos a necessidades tornaram-se infinitos na mesma proporção que nossos recursos foram dissipados.

domingo, 5 de junho de 2011

CAPÍTULO 1: O ÚLTIMO CAPÍTULO

Quando ouvimos a palavra amor, logo pensamos nas experiências que nos remetem ao conceito da palavra que é... alguma coisa... grande... que nós... sentimos. De qualquer jeito, algumas pessoas lembram-se de outra pessoa em especial, outras se lembram de Deus, outras ainda excentricamente lembram-se ou confundem-se (não cabe a mim julgar) com o ato que se popularizou como fazer amor, e outras pessoas, que como eu, conectam a palavra em destaque à própria solidão ou à pura falta da aplicação da palavra. Isso deveria ser no mínimo estranho.

Como pode alguém em sã consciência lembrar-se de algo que nunca teve. Pois é, não sou o primeiro e não serei o último. Creio que eu mesmo acabei por criar esta ilusão para me confortar de certos fatos. Isso acabou por fazer de mim, talvez, uma pessoa presa ao labirinto da superação na vida. Não sei exatamente quando foi que aconteceu essa criação espontânea de ilusão. E é incrível como isso pode te dominar rapidinho. Existe um termo francês que é muito discutido por filósofos e pensadores de todos os tempos que é o raizon d’être que no português significa razão de existir. Essa razão não é um simples porque da existência. Ora para responder isso bastaria um médico vir aqui e explicar como um corpo humano se mantém vivo e “voilà”! A raizon d’ètre é uma resposta da pergunta: para que existimos? Note que apesar da semelhança a pergunta, suas respostas são no máximo complementares, mas no mínimo totalmente diferentes. Nós temos a tendência de transformar nossas próprias ilusões em raizons d’ètre. Como se fossemos diferentes dos demais, como se fossemos os sensatos vivendo num bando de perdidos.

Hoje só posso lhes afirmar que continuo a me arrepender de muitas coisas. E para variar, assim como ao que a palavra amor me remete, também a causa do arrependimento não deva ter existido em momento algum, sendo portanto mais umas das brilhantes obras de minha quase lúcida mente. A situação em que me encontro não seria favorável a praticamente ninguém, a não ser que essa pessoa tenha sérios problemas, pois a morte não é algo que todos acordem desejando. Duas facadas no peito, um tiro na perna e uma queda de 4 metros de altura não fazem de mim uma pessoa exatamente alegre, mas por mais estranho do que esta história já possa parecer, esse momento me faz respirar... aliviado. Antes que você comece a viajar em devaneios, pensando que tenho tendências suicidas, não perca seu tempo. Exatamente neste momento sinto como se a ilusão que eu criara valesse a pena, exatamente neste momento sinto aquela coisa grande que todos nós sentimos, exatamente neste momento sinto a ilusão de amar, mas principalmente exatamente neste momento não sinto a presença tão constante em minha vida da própria morte. Que se abram alas para meu doce e sensato requiem.

... na história da humanidade nunca houve uma definição exata para a razão da existência, apenas especulações. Primeiramente estabeleçamos que exista uma razão primordial para a vida, logo esta razão deverá obrigatóriamente ser eterna e natural a todos. (ou alguém ainda consegue se imaginar melhor ou pior que outra pessoa? Vale lembrar que aqui não importa avaliar o caminho para se cumprir a tal razão, o importante é onde chegaremos com a existência)...


... O termo exixtência aplicado ao sentido de ser e viver é frequentemente confundido com a ação de ter, o que é imediatamente uma ilusão, pois se a razão (ficticia) que estou a analisar deve ser natural e o homem veio ao mundo sem ter nada, então a razão não esta em ter e sim em ser. Se queremos entender nossa "raizon d'être", deveriamos priorizar o ser ao ter, já que o ter, nada mais do que uma ilusão será...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em construção

De tudo que penso que sei,
ao contrário nada me foi provado
exceto o que sinto

Por ti, todas as falácias ensaiei e comprovei
Mal-criadas por um mero quesito
De que nada por certo me fora dado

Na busca incessante destas mentiras
Argumentos fadados ao erro tu me determinaras
Assim como a ludibriante exata razão de existência
que no final das contas uma fútil certeza provaria

O sentimento maior por si só, ao erro é um instigador
Assim como o teu amor mais puro é uma ilusão
Coisa que o ego lesado inventa para afagar a dor
Dor, que só se sente quando a realidade chega ao coração.

domingo, 10 de abril de 2011

Evolução dissimulada, produto intangível

Ontem vendia-se indulgências, hoje camarotes ou dízimos.

Ontem ganhava-se o paraíso, hoje um harém ou posições sociais.

Ontem a maior característica humana era o medo, hoje é a preguiça

Ontem o povo era ignorante, hoje é "descolado" e burro.

Ontem reinava uma teocrácia camuflada, hoje democrácia muda ao parlamento.

Ontem Deus tinha sabedoria, hoje tem muitos zeros e cores apagadas.

Ontem não se tinha informação, hoje não se usa, ou se retém.

Ontem buscava-se vida com Deus, hoje a vida com dinheiro e conforto individual.

Ontem achava-se que se necessitava de algo especial, hoje temos desejos para várias coisas.

Ontem nos abrimos para a glória da razão, hoje estaganamos no mero consumismo sem lógica.

Ontem renascemos, hoje.................Só o novo "Deus" dirá!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Efemeridade da solidão




Olho seus cabelos a passar pela janela
Ela caminha a passos finos.
Tudo que há de vida nela,
Corre às margens de dois rios cristalinos
Então,
eis um choro que me leva ao desatino
Eu,
um pobre peregrino
Fico a admirar sua beleza,
na felicidade e na tristeza
Os dois rios correm
Com o tempo secam
Mas outra vez brilham
Nunca seu corpo abandonam
Sempre que um morre
o outro vive
para que então
a felicidade possa morrer, a tristeza correr
E a beleza sempre viver,
Sem guerra, nem confusão.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Perfis antigos

Alguem que gosta de ver as coisas girarem
darem voltas e voltas
E que acha realmente engraçado as voltas que o mundo da

Alguem nao muito preocupado
Alguem atormentado

Uma pessoa com eugenia sociologica
Mais maldito por escolha

Alguem que deseja boa companhia
Porque por ele mesmo é mal exemplo

Não quero ser modelo de ninguem
Mas quero mudar tudo que vc pensa

Alguem que vive na dúvida
Sabendo que dúvida é reflexão

O mais importante
Alguem sincero
E integro ao que pensa
Não que o que eu pense hoje
Será o mesmo amanhã

Portanto se for me adicionar
Um pouco de cuidado de faz necessario

"Queria checar os limites da realidade.
Estava curioso em ver no que ia dar.
Isso é tudo: apenas curiosidade." (Jim Morrison)


Eugenidade É o KCT Maldito por escolha!

Alguem que prefere toddy ao tédio
Alguém que aprende que o certo e o errado são apenas pontos de vista
Alguém que sabe que o amor é um tédio
e que a paixão é uma mentira instintiva que o orgulho e a própria vaidade criam
Alguém que tem convicção que religião é atraso e que reflexão representa o futuro
Alguém que admira companhia ao nascer do sol
Alguém diferente por pensar assim... ou igual só que sincero...
Alguém que percebe que afinal de contas, não importa o que ele faça ou o que ele
tenha, dificilmente terá apoio de todos, mas na maioria das vezes não terá apoio de ninguém
Alguém que não sente por isso, por que sabe que na verdade ele faria o mesmo
Alguém profundamente acomodado por esse sistema em uma mera analise superficial,
mas totalmente revoltado pela mediocridade do mesmo.
Enfim alguém que cansou de esperar outra pessoa dar a mão para levantar
Alguém de saco cheio com tudo
Alguém que trata TODOS com indeferença
Sabendo que essa indiferença é relativa e necessária
Alguém que considera moral como verdadeira qualidade
Saúde como sorte
Destino como instinto
Inconstância de caminhos como razão
Alguém que canta só para cantar
lê só para ler
ensina só para ensinar
dança só para dançar
Viaja só para viajar
E VIVE SÓ PARA VIVER!!!
By Merida

"Como é por ignorancia transito, mas se fosse unicamente para menoscapar da minha alta prosopopeia, daqui eu sofro do alto da sinagoga, que por si é mais razo que o solo farto..."

Letras perdidas - parte VI

Abaixo seguem algumas letras que surgiram ano passado enquanto eu participava de uma banda chamada "Orgasmo" (hehehe) era uma banda de blues. E a parte VI é de um projeto que fiz com a idéia de dar continuidade ao trabalho de alguns ídolos. A idéia era pegar uma letra como base e tentar explorar mais o conteúdo da música, dando a impressão de uma continuação da música.

(Projeto Keep Working) Idéia de time - Pink Floyd

(Gm D Am C)
por acaso alguem apareceu pra mostrar
teus dias estao melhores ou piores
tua home town ainda chora ou ignora
A7 B7
sera que vc perdeu a hora

o sol sempre sera o mesmo
vc que nao sempre serah jovem
O sol sempre sera brilhante
A7 B7
Vc que nao pode parar de brilhar

e vc nunk chega a lugar nenhum
e vc nunk chega a alugar algum
A vida é longa e o tempo nao para
A7
a vida eh louca
B7
e o tempo acaba

em casa esquento meu corpo junto ao fogo
Escutando os sinos a badalar Chamando
os cegos fieis para ouvir a mais
A7 B7
um dos bons e velhos feitiços de palavras

suaves
insistir no desespero
nao vale a pena

Letras perdidas - parte V

Sunrise baby

E7

The moon left away

A7 B7 E7

Ohhh baby sooo lately

E7

It’s been a while

A7 B7 G#m

Since the moon slowly walked away

C#m G#m7

Sorry baby, I missed the moon

A7 B7 E7

But I saw what no one have ever saw

E7

Sunrise woman

A7 B7 G#m

Is there anything you don’t know the cure

C#m

Your eyes keep telling me

G#m7

That I can’t see

A7 B7 E7

anything more pure

E7

Sunrise love

A7 B7 G#m7

Give me you company

C#m G#m7 F#m7

This you can’t deny me

A7 B7

So here we are

A7 B7

What in the hell could you think

E7

Of me

E7

Sunrise girl

A7 B7

You’re truly locked inside me

F#m7 G#m7

The way that we strangled the night

C#m D#Ø

How we look to our lifes

F#m7 G#m7 C#m

The way we fell about this day

D#Ø

You know baby

D#Ø

You gotta know baby

Hahahaha

A7 B7 E7

It’s just like the waya love should be

E7

I and you know

A7 B7

We both love

E7

And we know baby

A7 B7 G#m7 C#m D#Ø A7 B7

Not everything from this day on is for sure

A7 B7 G#m7

Sunrise complicated woman

C#m D#Ø

I’ll do for you

F#m7 G#m7 C#m

Like wolf do for the moon.

Letras perdidas - parte IV

Perdido no que sinto


Perdido no que sinto

Procurando paradeiro

Carregado pelo vento

Ardendo no que há de verdadeiro

Atravesso a estrada escura

Com a idéia de chegar

Sentindo tudo

Para,

No fim, apagar

O baby,

Segura a minha mão

Atravesse comigo

Toda escuridão.

Os lobos dançam bêbados

Os olhos são códigos

Sensações são dúvidas

O fogo forma círculo

Rodeado por cobras

Seguido por caninos

Correndo para casa

O chão despenca

Atravesso a estrada escura

Com a idéia de chegar

Sentindo tudo para,

No fim, apagar

O baby,

Segura a minha mão

Atravesse comigo

Toda escuridão.

Os lobos dançam bêbados

Os olhos são códigos

Sensações são dúvidas

O fogo forma círculo

e com o fechar dos olhos

A alma abandona a máquina

Letras perdidas - parte III

O trem e o dragão

G D

O que você fará

G D Am

Quando o dragão lhe farejar

G D

Estampará seus medos e anseios?

G D Am

Ou andará pela porta do vagão a voar?

As portas da percepção

Estão além da imaginação

Conhecemos o momento

Dominamos a ilusão

Letras perdidas - parte II

Eis alguém sem sorte

Eis alguém sem sorte

Vive aos poucos se extinguindo

Idéias são vagas como infinito

Seu consolo é a morte

A vida fica sem graça

O único objeto de sobrevivência

É o que sente,

O amor

O instinto abusivo da própria vaidade

Palavras não importam

Sentidos não lhe dizem, perturbam

Uma luta perdida contra o tempo

Como se a única coisa que lhe faria feliz fosse o próprio desfecho

O tempo do desfecho

Segue passos de bêbado

É engraçado

Temos medo do enredo

O que você segura de certezas

Seus medos e suas fraquezas

Diga-me, o que você segura de certezas

O medo do fim

Ou do que a por vir